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As atividades desenvolvidas pela FIDES são analisadas conforme projetos de ação individual e direta da FIDES e projetos em parcerias com outras instituições comprometidas com a missão de promover o desenvolvimento sustentável da sociedade.
1 - Projetos FIDES.
Publicação Bem Comum.
Foi apresentado formalmente, no mês de julho de 2006, perante o Ministério da Cultura um projeto de incentivos culturais sobre a Lei Rouanet que objetiva a publicação da FIDES destinado a facilitar o processo de obtenção de patrocinadores.
O reconhecimento por parte do Ministério da tradição alcançada pela publicação e os temas tratados permitiu a sua aprovação publicada oficialmente no Diário Oficial da União do 22 de setembro de 2006, sob o processo 01400.0045586/05-54
Parte deste projeto foi desenvolvida em 2007 e terminara durante o primeiro semestre de 2008.
Além de propiciar o conteúdo a ser publicado no Bem Comum, o projeto contemplou o desenvolvimento de ciclos de conferencias abertas ao público, com ampla difusão, e a participação de personalidades e especialistas de diferentes áreas de atuação, orientadas à reflexão e elaboração de propostas sobre os temas abaixo:
Primeiro Ciclo de Fóruns:
- Fórum I - 22 de maio de 2007:
Aprofundar o sentido amplo de "espiritualidade"; refletir sobre os aspectos comuns e as diferenças entre religião e espiritualidade. Existe a possibilidade de se viver uma espiritualidade nos negócios e na economia ?
Expositores: Juvenal Savian Filho / Zigmar Malvezzi
- Fórum 2 - 29 de maio de 2007:
Retomar o reconhecimento da integralidade da pessoa social. O mundo em que vivermos leva ao individualismo, à desintegração da pessoa e à sua indiferença diante da realidade e das necessidades de seus semelhantes. É possível resgatar para cada indivíduo a percepção de pessoa integral e social, facilitando a disseminação da solicitude social?
Expositores: Maria do Carmo Whitaker / João Sucupira
- Fórum 3 - 5 de junho de 2007
Atitudes éticas implicam em deliberação. É possível descortinar uma ética, a partir de um dinamismo interior lastreado em valores espirituais, que leve a ações concretas?
Expositores: Lélio Lauretti / Elcio Aníbal de Lucca
Publicação número 88 Bem Comum: realizada novembro 2007.
Segundo Ciclo de Fóruns:
A grande diversidade de pontos de vista defendidos pelos cientistas, economistas, empresários, políticos e outros estão hoje resultando em um dilema bastante crítico que se coloca em discussão em diferentes países: "Meio Ambiente ou Desenvolvimento"?
No momento atual, algumas perguntas surgem com força: será correta a formulação deste dilema? Apresenta alternativas validas de ação? Qual o papel de todos os agentes da sociedade? - poder público, sociedade civil, empresários, público em geral e outros?
Atuar no Meio Ambiente implica uma visão de longo prazo, afetando definitivamente as gerações futuras. Implica, como toda ação, atitudes éticas que afetam a todos. Buscar a inclusão social e a melhoria dos níveis de vida dos habitantes de um país apresenta escolhas difíceis, onde não pode ser omitida a reflexão ética: "Desenvolvimento ou meio Ambiente, é uma alternativa válida?"
Expositores: Luis Carlos B Molion / Ivan Maglio
- Fórum 2 - 06 de setembro de 2007:
O conceito de sustentabilidade implica uma visão integrada no campo econômico, social e ambiental. Entretanto, não será suficiente que só alguns agentes da sociedade compreendam essas responsabilidades, Devemos superar o individualismo, a indiferença diante da realidade e, engajar a sociedade toda no processo de mudança: "Que significa uma ação integrada no Meio ambiente, qual o papel do empresário?"
Expositores: Paulo Nogueira Batista / Rubens Harry Born
Publicação número 89 Bem Comum: prevista em fevereiro 2007.
Terceiro Ciclo de Fóruns:
A promessa do iluminismo de que a ciência e a tecnologia trariam a felicidade à humanidade não parece ter-se cumprido. Não podemos deixar de reconhecer, no entanto, que esta mesma ciência e o uso crescente de tecnologias no cotidiano da sociedade têm contribuído em muito para o bem-estar da humanidade.
São indiscutíveis os avanços no campo da medicina, da engenharia, da energia, dos transportes, das telecomunicações, e outras áreas do conhecimento e atividade humana. Entretanto, não conseguimos até hoje eliminar a exclusão, nem a concentração de riqueza; podemos acompanhar pela internet os eventos, as guerras, as tragédias em todas as partes do mundo, mas não estamos livres da ameaça nuclear; produzimos alimentos suficientes para alimentar o mundo, mas muita gente ainda morre de fome; sempre houve grandes diferenças sócio-econômicas e culturais, mas, hoje, podemos quantificá-las, conceituá-las, estudá-las, senti-las, e ainda assim parecemos impotentes para resolvê-las. É como se caminhássemos sobre um tabuleiro de claro-obscuros permanentes no limite da nossa própria incompetência, independentemente de todos os avanços científicos e tecnológicos que possamos descrever.
Ficamos cada vez mais dependentes dos recursos tecnológicos que sugestivamente nos oferece o mercado, todos com promessas de utilidade, bem-estar, etc., e parece que qualquer recusa em adquiri-los nos marginaliza e faz de nós seres humanos inferiores.
Entendemos oportuna a reflexão e o diálogo sobre os impactos - conscientes ou, muitas vezes, inconscientes - de toda esta "parafernália" no comportamento humano,
Algumas perguntas merecem ser colocadas: até que ponto essas tecnologias permitem que seus usuários cresçam, sejam mais? Ou será que só têm mais? Em que medida elas permitem que países inteiros possam usufruir do progresso, ou, ao contrário, passam a ser mais dependentes? Como fazer para que a tecnologia não se converta em um fim em si mesmo, mas que seja um meio para o crescimento da sociedade? Como incentivar uma análise crítica para o uso das ferramentas tecnológicas?
Não se trata de "ir contra" essas ferramentas, mas de saber como usá-las "a favor" do ser humano. As mudanças vertiginosas que vivenciamos são, em grande parte, possíveis graças ao uso extensivo das mais modernas tecnologias, nos mais diversos campos.
- Fórum I - A Tecnologia Transformando a História
(previsto para 04 de março de 2008)
Nos últimos cinqüenta anos as mudanças geopolíticas foram significativas: países que tinham um perfil nitidamente agropastoril se converteram em potencias industriais, sempre sustentados em sólidos investimentos em educação, ciência e tecnologia. O "equilíbrio" leste-oeste transforma-se em "confronto" norte-sul.
As corporações multinacionais, antes em reduzido número, se convertem em centenas com presença global, muitas delas gerando um volume de negócios, que superam largamente o PIB da maioria dos países.
Sistemas de produção são deslocados, cada vez com maior rapidez, acompanhando os centros de excelência - muitas vezes definidos como mercados de maior consumo e fácil acesso a mão de obra; os fluxos financeiros operam 24 horas por dia, os centros de desenvolvimento se espalham pelo mundo todo, fazendo cair as fronteiras organizacionais e físicas de empresas e países.
Novas exigências no plano jurídico surgem, quase sempre sem precedentes anteriores, desde a discussão dos contratos até as considerações ligadas a soberania, segurança e relação entre países.
Qual é o significado dessas transformações para cada um de nós? O que essas mudanças trazem para nossas vidas? Quais os impactos na existência das famílias, dos grupos sociais, das comunidades, dos nossos países?
Expositores convidados: Ozires Silva / Carlos Américo Pacheco
- Fórum 2 - Tecnologia e Vida: o Papel das "Biociências"
(previsto para 11 de março de 2008)
Entre os campos que mais nos surpreendem, com o potencial de influenciar mais diretamente a própria vida do ser humano, as ciências da vida, como a biotecnologia, e a biogenética ocupam um lugar de destaque.
Para o "homem comum", o cidadão que vive imerso no cotidiano, o tema suscita grandes interrogantes. Diante das perspectivas sedutoras de solução de muitos dos problemas que o afetam, pergunta-se se há limites a estas soluções possíveis. Tais limites serão necessários ou são simplesmente fruto de posições conservadoras, do medo do desconhecido?
Parece-nos cômico que um dia a terra tenha sido considerada o centro do universo, mas, afirmar algo em contrario era motivo de perseguição e risco de vida. Não estaremos reeditando outro período análogo?
Até que ponto os debates, que envolvem também os cientistas destas áreas de conhecimento, estão mais relacionados aos aspectos econômicos do tema do que aos aspectos de mérito, embora poucas vezes se coloque o assunto abertamente nestes termos.
Como continuar com equilíbrio e transparência nesta estrada, que pode levar o ser humano a novos patamares de bem-estar?
Expositores convidados: Crodowaldo Pavan / Maria Clara Bingemer
- Fórum 3 - Tecnologia das Telecomunicações: mais próximos ou mais distantes?
(previsto para 18 de março de 2008)
As telecomunicações, juntamente com a evolução da informática e a microeletrônica tornaram possível o acesso pessoal, quase irrestrito, em qualquer parte do mundo, a qualquer pessoa e em qualquer instante. Um imenso leque de possibilidades se abriu e continuará a se abrir diante de nossos olhos.
Os métodos de aprendizado passam por uma revolução, o acesso às bases de conhecimento sobre qualquer campo é possível de forma instantânea. A Internet mudou efetivamente o comportamento e os hábitos das pessoas. Hoje discutimos telecomunicações como uma alternativa de transporte, deslocamento, que nos aproxima, mas, na opinião de muitos, também nos distancia.
A televisão digital e sua já disponível interatividade, a telefonia celular integrando voz, imagens e dados, proporcionam capacidades que ficavam restritas à ciência ficção só alguns anos atrás.
Novos problemas surgem e se discutem: a privacidade, a segurança, o delito eletrônico, mas, talvez tudo isto seja um preço a pagar para aceder a um mundo de enormes alternativas.
A facilidade de utilizar e criar sobre estas tecnologias permite que, simultaneamente, seja um canal de mobilização social, assim como um meio de difundir pornografia ou sentimentos raciais; permitam tanto formar como manipular pessoas.
Expositores convidados: Ethevaldo Siqueira / Carlos Alberto Di Franco.
Publicação número 90 Bem Comum: prevista maio 2008.
Quarto Ciclo de Fóruns
"Um projeto para o Brasil". Neste quarto, e último ciclo desta serie, três vertentes de trabalho serão desenvolvidas:
As principais conclusões dos três ciclos anteriores (ética, meio ambiente e tecnologia).
Educação e novas formas de trabalho.
O desafio fiscal e tributário brasileiro.
Se conjunto fará parte de uma edição especial e final do ciclo sobre o nome de "Um projeto para o Brasil"
Grupos de trabalho, expositores e datas em análise.
2 - Projetos FIDES realizados em parceria.
2.1 Embora sobre a coordenação e organização geral da FIDES, o projeto Bem Comum descrito acima, está contando com a colaboração da ADCE na organização, e o apoio de diferentes entidades: Fundação Konrad Adenauer, Oficina Municipal, ASIA, Instituto Jacques Maritain, Núcleo Fé e Cultura e Inocoop.
A Fides continua participando deste Grupo de Trabalho do Conselho Regional de Administração São Paulo, e deverá continuar a fazê-lo considerando a capilaridade estadual que o Conselho Regional tem no estado e sua preocupação de abordar entre os seus associados temas relacionados com a ética profissional e a contribuição com o desenvolvimento de empresas sustentáveis.
Participamos no VII Dialogo Bispos e Empresários organizado pela ADCE.
Outorgamos Apoio institucional em diferentes eventos e publicações, entre os quais destacamos: O lançamento da publicação "Compendio para a Sustentabilidade - Ferramentas de gestão de Responsabilidade Sócio ambiental" coordenado pelo Instituto AntaKarana, a ser realizado neste dia no auditório da Bovespa
Institucional
Após a autorização do Conselho de Curadores de desenvolver os estudos sobre o Estatuto da FIDES para dar continuidade à obtenção da qualificação da nossa entidade como OSCIP, sem perder sua característica de Fundação, esta presidencia cumpre em informar que foi preparada a referida mudança estatutária.
A importância desta mudança será agregar a possibilidade de permitir aos seus associados jurídicos contribuintes à FIDES, ou, nos diferentes projetos, determinado nível de isenção fiscal.
A nova presidencia tem todos os elementos disponíveis para implementar este objetivo.
Considerações finais.
O trabalho para realizar os Ciclos de Reflexão acima descritos ocupou a quase totalidade de nossos esforços. Afortunadamente tiveram grande repercussão e manteve muito ativa a FIDES no seu âmbito de atuação.
Demonstra-se, cada vez com maior ênfase, a necessidade de estabelecer parcerias com as instituições que comungam com os mesmos objetivos gerais da FIDES, a fim de aumentar nossa presença na sociedade e concentrar esforços.
São Paulo, 18 de dezembro de 2007.
Alberto Augusto Perazzo
Presidente Conselho de Curadores
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